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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

As lágrimas do vinho

O que são? Quando acontecem? E o que representam? Entenda tudo sobre as lágrimas do vinho.

Lágrimas do vinho

Lágrimas, pernas, arcos, abóbadas, arcadas ou, mais tecnicamente, arquetes são as muitas nominações existentes para designar os misteriosos filetes que podem escorrer por uma taça de vinho.
As fascinantes lágrimas do vinho já fazem parte do ritual de degustação e, ainda hoje, confundem muitos com relação ao seu significado. Tem gente que acredita que elas estão diretamente ligadas à qualidade da bebida ou somente à doçura ou viscosidade do vinho.
Mas não é bem assim. A causa desse efeito foi esclarecida em meados do século dezenove pelos físicos Carlo Marangoni e James Thompson, italiano e inglês, respectivamente. Após muito estudo e teste, os dois comprovaram que tudo está diretamente ligado às características físico-químicas da água e do álcool e batizaram o fenômeno de Efeito Marangoni.
Para simplificar: o vinho é basicamente uma mistura de água, álcool e outros compostos químicos. O efeito ocorre pois há uma grande diferença entre a tensão superficial da água e do álcool e também devido ao fato do álcool evaporar com muita facilidade.
Quando giramos a taça, o fenômeno físico chamado de capilaridade faz o líquido subir pelas paredes dela. O álcool evapora por ser uma substância volátil e a alta tensão superficial que ficou ali na parede da taça (já que praticamente só tem água, uma vez que o álcool evaporou) faz com que surjam as gotas que voltam em forma de filete, devido à força da gravidade.
Aqui vale observar que a tensão superficial está relacionada com a força com que as moléculas estão ligadas entre si. A tensão da água é mais alta que a do álcool – a tensão da água é tão elevada que um inseto consegue ficar em cima dela e não afundar.
Resumindo, as lágrimas do vinho formam-se porque as velocidades de evaporação da água, do álcool, e suas tensões superficiais são diferentes. Sendo assim, elas estão diretamente ligadas ao teor alcoólico da bebida. Quanto mais elevada for a concentração alcoólica, mais abundantes serão e mais lentamente cairão as lágrimas.
O açúcar nos vinhos doces também contribui para o fenômeno, por aumentar a viscosidade da película. Por isso, exemplares doces e licorosos geralmente possuem lágrimas abundantes e que escorrem mais lentamente pela taça.
Fonte:  sommelierwine.com.br

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Denominação de Origem Controlada - DOC

DOC é um classificação de controle de qualidade dos vinhos

Desde os mais remotos tempos sempre houve aproveitadores em todas as partes do mundo. Não foi diferente no século XVIII, quando o vinho do Porto estava no auge do seu sucesso e era um dos principais produtos de exportação de Portugal. Como a demanda por este vinho não parava de crescer, começaram a surgir as primeiras falsificações e adulterações da bebida.

Esta situação gerou na época uma dupla influência negativa na sua comercialização. Uma devido à diminuição das vendas, pois as pessoas estavam adquirindo produtos falsos ao invés do verdadeiro vinho fortificado. A outra, se deu ao fato dos consumidores perceberem a baixa qualidade do vinho degustado e deixarem de adquiri-lo, pois não conseguiam discriminar os vinhos falsos dos verdadeiros. E o pior, como a maioria dos consumidores nem ao menos sabiam que estavam disponíveis no mercado falsificações, acabavam achando que o produto estava perdendo qualidade.

Como surgiu

Diante deste cenário, em 1757, Marquês de Pombal, ministro do Estado de Portugal na época, criou o sistema de controle que posteriormente daria origem à classificação D.O.C. - Denominação de Origem Controlada – ou simplesmente DOC. Isto significa que o vinho foi produzido dentro de uma região específica com diversos tipos de controles. A primeira região a ser demarcada foi o Douro, em terras lusitanas, e ajudou a diminuir as adulterações do famoso vinho do Porto.

O Marques de Pombal criou uma classificação que daria origem à denominação DOC

Atualmente, o sistema de denominação DOC é utilizado para atribuir normas de produção em regiões geograficamente delimitadas, determinas por cada país. Além de assegurar a qualidade do vinho e genuinidade dos processos de produção, o certificado DOC visa estabelecer os métodos de vinificação, o rendimento por hectare, o processo de envelhecimento do vinho e, muitas vezes, a graduação alcoólica.

Não é tarefa fácil conquistar um selo DOC, para isso é necessário cumprir rigorosamente as normas estabelecidas, e depois submeter às amostras dos vinhos para as comissões reguladora de avaliação local. Nesta avaliação são considerados parâmetros como as práticas enológicas, práticas culturais, as castas recomendadas e autorizadas, o tipo de solo, delimitação geográfica da área, métodos de vinificação, teor alcoólico mínimo natural, as características físico-químicas e as características organolépticas. O objetivo é garantir um controle de qualidade em todo o processo de produção, desde a vinha até o consumidor final.

O Douro foi uma das primeiras regiões a receber um denominação DOC

Denominações pelo mundo

Este tipo de protocolo de qualidade é utilizado pela maioria dos países produtores. Veja alguma das variações que podem ser encontradas:

  • AOC = Appellation d'Origine Contrôlée – França
  • DO = Denominación de Origen – Espanha
  • DOC = Denominação de Origem Controlada – Países de língua portuguesa
  • DOCG = Denominação de Origem Controlada e Garantida – Países de língua portuguesa
  • DOC = Denominazione di Origine Controllata – Itália
  • QBA = Qualitätswein Bestimmter Anbaugebiete – Alemanha
  • WO = Wine of Origin – África do Sul

Desta forma, não é por acaso que se encontra nos rótulos das garrafas a sigla DOC ou DOCG, tais inscrições tentam garantir a procedência e qualidade do fermentado, assim como proteger a reputação de seus produtores.

Fonte: sobrevinho.net

sábado, 18 de outubro de 2014

A acidez do vinho – Parte II

Você sabe como a acidez do vinho interfere no nosso paladar hora da degustação?a acidez do vinho

Agora que já sabemos de onde vem a acidez do vinho é hora de assimilar como é a reação dela no nosso paladar e outras informações a mais que farão a diferença no pensamento na hora de degustar essa bebida. Confira!

A acidez do vinho no paladar

Ao entrar em contato com a cavidade bucal, os ácidos do vinho desequilibram o pH local e para corrigi-lo a boca preenche o palato com saliva. Assim, quanto maior a acidez do vinho, maior será a salivação.

A acidez também provoca certo incômodo na mucosa bucal, muito confundido com o ardor causado pelo álcool, que além dessa sensação também provoca a de aquecimento. Portanto, é comum que pessoas confundam as sensações que ambos provocam em boca, o que não ocorre se focarmos na salivação como indicador da quantidade de ácidos.

Quando nos referimos a acidez do vinho no paladar, costumamos usar os seguintes adjetivos:

Acidez correta = refrescante, fresco, vivo, suculento
Acidez incorreta = ácido, acídulo, áspero

Em que momento a acidez do vinho passa a ser um defeito?

Consideramos que a acidez é um defeito quando ela se destaca excessivamente e incomoda o paladar. Porém, antes de considerá-la um defeito ou até mesmo antes de considerar qualquer defeito no vinho, temos que levar em conta a uva ou uvas que o compõem, a região de origem (terroir e cultura local) e o estilo do vinho.

Por exemplo, um vinho alemão, região fria, branco (riesling) ou tinto (pinot noir), que acompanha bem uma culinária onde conservas ácidas e carne de porco são comuns, naturalmente terá uma acidez mais alta.

Vinhos do Friulli, Piemonte, Alsácia, Alemanha, Borgonha, só para exemplificar, também irão frequentemente apresentar-se mais ácidos que os chilenos e argentinos tão comuns em nosso mercado.

Esses detalhes irão ajudá-lo a decidir melhor que tipo de vinho escolher conforme sua apreciação pelo paladar ácido, ou mesmo a entender a proposta de um exemplar, mesmo que ele não seja exatamente do seu agrado. Saúde!

Fonte: Blog Sommelierwine

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A acidez do vinho – Parte I

Muitas vezes vista como vilã, a acidez do vinho é um dos componentes principais para que a bebida seja agradável ao paladar. Saiba mais.acidez do vinho

Porém é comum que muitas pessoas tenham dificuldade com ela, principalmente quando esta se destaca do todo. Para revertermos a imagem, às vezes, negativa que boa parte das pessoas têm, explicaremos aqui e em um próximo post a origem da acidez e sua relação com o vinho . Confira!

De onde vem a acidez do vinho?

A acidez do vinho tem origem na uva e na fermentação. Na uva vem pela soma dos vários ácidos que esta contém, porém há três considerados principais por terem uma concentração maior, são eles: o tartárico, o málico e o cítrico. Os que surgem no processo de fermentação são, por exemplo, o lático e o succínico.

A acidez e a maturação da uva

Para que a uva atinja sua maturação plena, ou seja, concentre açúcar suficiente de forma que o vinho adquira a graduação alcoólica ideal, com taninos macios e sem amargor e mantenha o frescor de uma acidez correta, ela precisa ficar exposta a uma quantidade mínima de sol e calor durante o período em que amadurece.

Ocorre que, em relação aos ácidos da uva, o excesso de calor pode ser um vilão. Quando submetidos a altas temperaturas começam a se degradar dentro do bago. Então, quanto mais horas sob muito calor, menos acidez terá o suco (mosto) que dará origem ao vinho. Esse excesso de calor e sol também leva a uva a concentrar mais açúcares e, consequentemente, poderá gerar um vinho com maior graduação alcoólica.

Já o clima mais frio, e a falta das horas necessárias de sol, mantém a acidez muito alta dentro da uva, o que pode não produzir a quantidade necessária de açúcares e nem proporcionar a maturação correta dos taninos.

Simplificando, podemos concluir que: vinhos de clima frio tendem a serem ácidos e vinhos de clima quente tendem a serem alcoólicos. Temos que levar em consideração também que há uvas com maior acidez natural que outras, como a sangiovese, a barbera, nebbiolo, cabernet sauvignon, malbec, sauvignon blanc e a arinto.

Pronto, agora você já sabe de onde vem a acidez do vinho e tem uma pista de quais vinhos escolher para senti-la no paladar ou não. E esse será o assunto da nossa próxima postagem sobre o tema. Fique ligado, em breve, mais conteúdo.

Fonte: Blog Sommelier Wine

terça-feira, 30 de setembro de 2014

A diferença entre decantar e aerar o vinho

Você sabe o que é decantar e aerar no mundo do vinho? Confira se sua resposta foi correta.Decanter

Decantar e aerar são dois procedimentos comuns no mundo do vinho e você, provavelmente, já deve ter ouvido falar ao menos de um deles. O fato é que muitos não sabem explicar a diferença que há entre um e outro e quando, exatamente, são necessários.

Em poucas palavras, o processo de decantação significa separar a borra do vinho. Já o processo de aeração consiste em expor o vinho a um pouco de oxigênio antes da degustação. Para ambos os processos, utilizamos o decanter. Para ficar ainda mais claro, leia mais abaixo.

Mas qual é a diferença entre decantar e aerar o vinho?

Pois bem. Vinhos amadurecidos (há quem prefira dizer velhos), sobretudo tintos, criam sedimentos naturais, formados de partículas que vão se precipitando ao longo do tempo, formados principalmente por bitartarato de potássio.

Estas borras não causam nenhum mal, mas são desagradáveis. Para evitá-las é necessário decantar o vinho. Os vinhos modernos não precisam ser decantados, pois a maioria não possui borras. Mas em todos os catálogos de vinho, nos restaurantes, nos livros e revistas recomenda-se que ele seja decantado.

Eis aí a confusão. Os vinhos potentes, sobretudo os muito jovens, são melhorados quando recebem um pouco de oxigênio antes de serem degustados. Este procedimento não se chama decantação, mas sim aeração, que é realizado pelo mesmo instrumento, o decanter.

Então podemos afirmar que, por meio do decanter, realizamos duas operações: a decantação, que é a separação de sedimentos, e a aeração, ou exposição controlada do vinho ao oxigênio para que libere seus aromas.

Fonte: Blog Sommelier Wine

sábado, 30 de agosto de 2014

O vinho na geladeira

E aí, pode ou não pode armazenar o vinho na geladeira? Olha só como responder a esse questionamento.

Geladeira com vinho

É fato que a geladeira não é o lugar ideal para se armazenar um vinho. Mas, na falta de um lugar melhor e, principalmente, quando se trata de uma região muito quente, ela pode ser sim um bom ambiente para alocar as garrafas.

Mas, como sempre, alguns cuidados são necessários para que as propriedades da bebida não sejam afetadas. Dá uma olhada!

No caso dos vinhos que ainda estão fechados e serão armazenados para consumo futuro, os cuidados a se tomar são:

- Uma vez gelados, os vinhos devem sair apenas para serem servidos. Não é aconselhável degelar se não for para o consumo.

- Mantê-los na posição horizontal (deitados).

- Prefira colocá-los próximos ao fundo da geladeira e na parte mais baixa, nunca na porta.

No caso de sobras de vinhos já abertos e para consumo rápido, a porta é o melhor lugar mesmo. Contudo, os exemplares devem ser consumidos o quanto antes.

Vale lembrar que a temperatura média de uma geladeira é 7°C. É importante saber disso para fazer o serviço correto dos vinhos. Sobre essa questão da temperatura para cada tipo, você pode saber mais clicando aqui.

Fonte: Blog do sommelierwine

sábado, 23 de agosto de 2014

O buquê do vinho

Você sabe o que é um buquê, como ele surge e o que representa no mundo dos vinhos? Encontre aqui as respostas para todas essas questões.

Quando falamos em buquê de um vinho a referência é direta com os seus aromas, pois é assim que são chamados os aromas que surgem durante o envelhecimento da bebida, também conhecidos como aromas “terciários”. Eis a explicação!

O desenvolvimento dos aromas nos vinhos são classificamos como:

Primários: Vêm da própria uva e, comumente, não permanecem no vinho, pois são superados pelos aromas formados no processo de fermentação. Apenas uvas como a moscatel e a gewurztraminer, muito aromáticas, têm seus aromas primários preservados vinho.

Secundários: Originam-se das muitas substâncias formadas durante o processo de produção, de fermentação e das leveduras. Entre eles, são comuns os aromas de frutas, flores, vegetais, minerais, pão, manteiga, leite, esmalte de unha, etc.

Terciários: Têm origem no processo de amadurecimento do vinho em barricas de carvalho ou outros recipientes, mas principalmente durante o envelhecimento do vinhona garrafa, através de fenômenos de óxido-redução, hidrolise, esterificação e acetilização que se desenvolvem em ambiente reduzido, ou seja, sob ausência de oxigênio.

Neste último estão classificadas as notas de couro, defumado, trufas, cogumelos, entre outras. Estes aromas diferenciados marcam um estilo de vinho que muito agrada aos apreciadores de vinho com mais tempo de estrada. Entretanto, às vezes, não parecem agradáveis aos enófilos iniciantes.

Como é necessário um período em garrafa para que o vinho desenvolva tal configuração aromática, isso geralmente ocorre nos chamados vinhos de guarda, que não passam de cerca de 10% dos vinhos produzidos no mundo. Por esse motivo, a experiência de degustar um vinho com buquê é rara, uma oportunidade para poucos, mas que deve ser buscada por quem queira conhecer a fundo o que o mundo do vinho tem a oferecer.

Para os que ficaram interessados em descobrir tais vinhos e até mesmo os que já apreciam exemplares com tal estrutura, ficam aqui algumas dicas surpreendentes:

Figueira de Cima 2003 – Aromas de frutas em compota, balsâmico e chocolate compõem o perfil aromático. Em boca, apresenta taninos finos e elegância. Tinto maduro, elaborado a partir das melhores uvas.

 

Etoile de Bergey 2001 – Tinto com aromas de tabaco e charuto, fruta negra madura, cassis e especiarias. Em boca é elegante e mineral, taninos finos, bom corpo, equilibrado e harmonioso.

 

Bodega Del Fin Del Mundo Special Blend 2007 – Vinho de aroma intenso, na boca é bem equilibrado, delicado com taninos suaves e redondos. Final elegante e prolongado. Referência em tradição.

 

Pinhal da Torre Special DOC do Tejo 2008 – Um típico vinho Português, carregado de muita elegância. Tem aroma nobre e complexo, remete ao tabaco, chocolate, couro e especiarias. Em boca é redondo.

 

Pinhal da Torre IPO 2008 – Considerado o melhor vinho português da atualidade, em boca seu sabor se aproxima dos Grand Cru de Borgonha e dos célebres Gran Reserva de Rioja. Produção muito limitada.

 

Onde comprar: www.wine.com.br

Fonte: Blog  Sommelierwine

 

domingo, 17 de agosto de 2014

10 saborosas descobertas que a ciência já fez sobre o vinho

Por Saulo Pereira Guimarães – EXAME.COM

Do número de bolhas numa taça de champanhe aos tipos da bebida que causam mais enxaqueca, muita coisa já foi alvo da curiosidade dos cientistas

 

Tim-tim!

Taça de vinhoNão é raro que a ciência escolha o vinho como objeto de seus estudos. A seguir, reunimos alguns deles - que trazem descobertas saborosas. Do número de bolhas numa taça de champanhe aos tipos da bebida que causam mais enxaqueca, muita coisa já foi alvo da curiosidade dos cientistas.

 

Uva campeã

A Cabernet Sauvignon é a variedade de uva mais usada hoje na produção mundial de vinho. O dado foi levantado pelo economista australiano Kym Anderson, da universidade de Adelaide, após a análise de estatísticas oriundas de 44 países que produzem cerca de 99% do vinho consumido no mundo.

 

 

Bolhas

Quantas bolhas existem numa taça de champanhe? Considerando fatores como temperatura e dinâmica das bolhas, o físico francês Gérard Liger-Belair, da universidade de Reims, fez a conta. Segundo suas estimativas, há cerca de 1 milhão de bolhas em cada taça. Como se sabe, o champanhe é um tipo de vinho espumante.

 

Adega

Adega do condomínio Las Ventanas, na Chácara Santo Antônio, em São Paulo (SP)Arqueólogos americanos da Brandeis University localizaram na cidade de Tel Kabri, em Israel, uma das mais antigas adegas de que se tem notícia. Ao que tudo indica, as instalações foram criadas há cerca de 3.700 anos. Foram retirados do local 40 vasos com capacidade para armazenar até 50 litros de vinho.

 

 

Clima

Vinícola em Stellenbosch, África do SulMudanças climáticas podem gerar uma redução entre 25% e 73% da área disponível para cultivo de uvas destinadas à produção de vinhos até 2050. A projeção foi feita por pesquisadores da organização Conservation International. Países como a França já vêm sofrendo os efeitos desse fenômeno

 

 

Memória

Degustação de queijos e vinhosHomens de meia-idade que bebem mais que 36 gramas de álcool por dia têm mais chances de apresentar perda de memória a longo prazo. Para chegar a essa conclusão, neurologistas americanos acompanharam os hábitos de mais de 7 mil apreciadores de vinho, cerveja e outras bebidas durante dez anos. O estudo foi divulgado por publicação da Academia Americana de Neurologia.

 

Depressão

Taças e garrafa de vinho sobre mesaQuem toma de duas a sete taças de vinho por semana tem menos chance de desenvolver depressão. Miguel González, da universidade de Navarra, é o autor da descoberta. Ele identificou a relação após acompanhar por meio de entrevistas e exames com um grupo de 5.500 pessoas entre 55 e 80 anos durante sete anos.

 

 

Enxaqueca

EnxaquecaTannat e Malbec são os tipos de vinho que provocam dor de cabeça nas pessoas com mais frequência. A descoberta do neurologista brasileiro Abouch Krymchantowski é resultado de um estudo envolvendo 40 pessoas. Segundo ele, a forte concentração de tanino justifica o fenômeno, gerado pela mobilização súbita da serotonina no corpo.

 

Boca

Mulher bebendo vinhoTomar vinho pode ser uma boa forma de combater infecções bacterianas na boca. Tudo por conta dos polifenóis. Presentes na bebida, essas substâncias inibem o crescimento de bactérias - segundo estudo de cientistas espanhóis e suíços divulgado pela Sociedade Americana de Química.

 

 

 

Câncer

Homem experimenta vinhos numa feira de negócios em XangaiPresente no vinho tinto, o resveratrol é capaz de matar até 65% das células com determinados tipos de câncer quando combinado a tratamento com radiação. A descoberta foi feita por médicos da universidade do Missouri. Quando empregada sozinha, a substância apresentou eficiência de 44%. É bom lembrar que os testes não foram feitos com vinho, mas diretamente com o resveratrol.

Brasil

Rolha e garrafa de vinhoUm estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde mostra que o vinho foi a terceira origem mais frequente do álcool consumido pelos brasileiros em 2010. Atrás de cervejas (60%) e destilados (36%), os vinhos representaram 4% do volume de álcool ingerido pelas pessoas naquele ano.

 

sábado, 16 de agosto de 2014

Masi Tupungato Passo Doble

Passo Doble

Safra: 2006
País: Argentina
Região: Mendoza, Tupungato, Valle do Uco

Produtor: Masi Agrícola Tupungato
Site:
http://www.masi.it/eng/prodotti/Passo_Doble#passo_doble

Uvas/Corte: Malbec 70% e Corvina 30%

Teor alcoólico: 13,5%
Preço: U$ 14 a 16; R$ 45-70 (preço nas importadoras e lojas especializadas de vinhos)

Score: Highly recommended Decanter Magazine,

 

Onde Comprar:

1. Vinhedos, Natal, RN

2. Mistral

Degustado: 20/07/2014

Sugestão de Harmonização: carne assada ou grelhada, queijos maduros com sabor forte

Serviço: 18º

Comentários
“Há 15 anos a Agricola Masi, um dos mais tradicionais e reverenciados produtores da Itália, elabora vinhos incrivelmente originais na Argentina combinando o terroir de Tupungato com as técnicas do Veneto. Com vinhedos em algumas das melhores localizações de Mendoza, a vinícola conta com vinhedos antigos de Corvina e Malbec. Masi é talvez a maior autoridade na técnica de passificação de uvas, o grande segredo dos poderosos Amarones e uma das grandes estrelas do mundo do vinho”. (Mistral)

Prêmios:

Sugestão de Guarda: ± 10 anos

Meus comentários:

Vinho bom custo benefício, elaborado seguindo a técnica italiana utilizada na produção de vinhos do tipo Amarone, chamada de ripasso (passificação), que deixa as uvas secarem em parte, antes de serem moídas e vinificadas.

Com isso, obtém-se uma concentração maior de açúcares.

Por que Passo Doble?

Passo Doble é uma referência à segunda fermentação pela qual passa este vinho. Nesta etapa, são adicionadas as uvas de Corvina, já passificadas.

Coloração rubi intensa com leve halo alaranjado, aroma frutado e notas de especiarias, encorpado, taninos suaves, frutas vermelhas (cerejas, amoras e cassis), boa acidez contrabalanceando com álcool potente, final prolongado.

Avaliação: bom

Fonte: Vinho e Gastronomia by AJS

O Mundo dos vinhos

Semanalmente vamos trazer informações do mundo dos vinhos, gastronomia, dicas e receitas. Essa é uma parceria com o Blog Vinho e Gastronomia by AJS.

sábado, 2 de agosto de 2014

A hora certa de abrir um vinho

Você sabe a hora certa para abrir um vinho? Descubra por quanto tempo você pode guardar as garrafas.

Taças

Quando se trata de vinhos, não estamos falando de uma ciência exata. Muito pelo contrário. Nos referimos a um produto cujo prazo de validade é indeterminado. O que temos, hoje, é uma grande oferta de rótulos com diferentes regiões de origem, variedades de uvas, safras e por aí vai.

Além das grandes mudanças mercadológicas, as produções ganharam tecnologia, a globalização invade nossa realidade e cada vez temos tudo muito mais rápido em mãos. E é aí que ganhamos um desafio interessante: descobrir o que cada garrafa tem para nos oferecer e ensinar, sem considerar como um obstáculo. Isso é, na realidade, fascinante e encantador.

Quando falamos em tempo de guarda, nos referimos a uma estimativa que tem uma série de fatores que influenciam neste período. Ao sugerir uma estimativa, nos baseamos na degustação do vinho, sua composição, a região de origem e a proposta do produtor.

É verdade também que a cor da garrafa, condições de transporte e armazenagem podem interferir na estimativa de guarda do vinho e o ideal é reduzir este tempo quando sabemos de interferências de temperatura ou exposição à luminosidade, por exemplo.

Seguem algumas dicas para nortear uma decisão de guardar ou não um vinho, mas lembrando que, regra não existe (o tempo é contado a partir da safra do rótulo):

Espumantes

Buscamos neste tipo de bebida, frescor e vivacidade. A grande maioria é feita para consumo imediato. Estoque seus espumantes por no máximo dois anos.

Brancos e Rosés

As garrafas translúcidas sofrem mais e, geralmente, brancos e rosés são armazenados nessas garrafas. Devido à maior suscetibilidade à oxidação, é importante não guardar esses vinhos por muito tempo, pois algumas características interessantes de aroma, sabor e frescor, podem se perder. Guarde por um período de 3 a 4 anos.

Tintos

A grande maioria dos vinhos produzidos atualmente são para serem consumidos sem longa guarda ou mesmo consumo imediato. Devido à presença maior de compostos antioxidantes, os tintos aguentam mais tempo que os brancos e rosés. Eles são um grupo mais complexo, pois temos desde um Beaujolais Noveau, para ser consumido extremamente jovem até um nebbiolo de expressão para se guardar por anos. De maneira geral, os tintos podem ser guardados por um período 3 a 10 anos. Um profissional pode auxiliá-lo em cada caso específico.

Fortificados / Licorosos / Doces

Porto, Jerez, Late Harvest, Madeira, Tokaji, Sauternes: esses vinhos possuem uma longevidade maior, uma vez que têm mais álcool ou mais açúcar que os anteriores, componente capaz de atuar como proteção, como explicado anteriormente. Neste caso, os vinhos podem durar entre 15 e 20 anos.

Contudo, se surgir a dúvida entre abrir ou não uma garrafa, diríamos: Abra! Assim você mesmo vai descobrir o momento ideal e definir o próprio gosto pessoal.

Fonte: Blog sommelierwine

quinta-feira, 24 de julho de 2014

As cores do vinho

Por sommelierwine

Branco e tinto todos conhecem, mas ainda existem as variações entre eles. Conheça o que as cores do vinho têm a dizer sobre a bebida!

taças

A cor de um vinho, de maneira geral, depende do grau de maturação, da variedade, da uva, de como o enólogo conduziu a elaboração, de como ocorreu o amadurecimento, e, por fim, da conservação do vinho.

São tantos os fatores que na hora de analisá-la é bom ficar atento. O ideal é que você incline a taça contra uma superfície branca, como um guardanapo, para, assim, ter a melhor percepção possível. Acompanhe nas dicas abaixo o que as variações de cor do vinho, geralmente, têm a dizer!

Vinhos brancos

1 – Cores pálidas em brancos (amarelo-palha, amarelo com reflexos esverdeados): indicam vinhos jovens e para consumo mais rápido.

2 – A evolução incorpora reflexos amarelos aos tons dourados pálidos. Quanto mais intensos os tons amarelos, mais maduro e velho o vinho é. Mas em algumas ocasiões, a cor pode evoluir por má conservação do vinho.

3 – Quando a ação do tempo influenciar exageradamente, o vinho branco poderá se tornar oxidado, perdendo as características de frescor e juventude, prevalecendo as cores, aromas e sabores de frutas supermaduras.

4 – De maneira geral, do branco mais jovem para o mais velho as cores são: Amarelo-palha/amarelo com reflexos esverdeados -> amarelo com reflexos dourados -> amarelo-dourado -> amarelo âmbar.

Vinhos tintos

1 – No caso dos tintos, a casca é peça fundamental na elaboração do vinho. Quanto mais tempo a casca ficar em contato com o vinho, provavelmente mais intensa será a cor. As tonalidades variam do róseo ao vermelho e violeta.

2 – Esse comportamento de cor é diretamente influenciado pelo pH do vinho (mais ácido – mais vermelho. Se a acidez vai aumentando a bebida tende a ficar violeta).

3 – A cor do tinto também pode estar relacionada à má conservação, como deixar o vinho exposto a altas temperaturas, podendo se tornar alaranjado ou granada mais facilmente.

4 – De maneira geral, do tinto mais jovem para o mais velho as cores são: Vermelho-violáceo -> vermelho-rubi com reflexos violáceos -> vermelho-rubi -> vermelho-rubi com reflexos alaranjados -> vermelho-tijolo -> marrom (aqui, possivelmente o vinho já está estragado).

sábado, 19 de julho de 2014

10 excelentes razões para gostar de vinho

Por sommelierwine

Se você precisa de apenas um motivo para beber vinho, nós listamos outros nove. Confira quais são as melhores razões para degustar e bons brindes!

champagne

Recentemente, vimos uma publicação listando algumas razões para apreciar vinho. Pra nós, elas são infinitas, por isso, não encontramos dificuldade alguma para “colocar no papel” esses 10 motivos, muito justos, para uma pessoa gostar de vinho, nossa bebida preferida.

1) Quem ingere quantidades moderadas de álcool, incluindo vinho tinto, parece ter um risco menor de desenvolver doenças cardíacas. Volta e meia aparece um novo estudo sobre isso.

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2) O vinho torna ainda mais perceptível os sabores já encantadores das nossas comidas preferidas.

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3) Você tem a oportunidade de usar uma variedade de taças bem legais.

taças

4) As garrafas vazias podem se transformar em lindos objetos de decoração, com flores, velas, pinturas e o que mais a criatividade mandar.

Garrafas e flores

5) Muitas garrafas de vinho trazem rótulos cheios de história, como o Casillero Del Diablo e sua lenda.

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6) Pessoas que bebem vinho têm uma taxa de mortalidade 34% mais baixa do que quem bebe cerveja ou destilados.

champagne

7) Você não precisa gastar rios de dinheiro para degustar um bom exemplar. Aqui, temos algumas dicas com valor bem em conta.

Chilenos

8) Você pode reaproveitar até mesmo as rolhas das garrafas e fazer coisas incríveis, como uma poltrona.

Poltrona

9) Aprender sobre o universo dos vinhos é tão fascinante que, quando você começa, não quer parar mais.

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10) Enfim, porque beber vinho te deixa mais relaxado, descansado e feliz!

Relaxar

sexta-feira, 18 de julho de 2014

As diferentes graduações de açúcar no Vinho do Porto

Blog sommelierwine

Você sabia que um Vinho do Porto pode ser seco e até mesmo extrasseco? Descubra um pouco mais sobre isso.

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Para muitos, quando se fala em Vinho do Porto, a doçura vem logo à cabeça, mas esse estilo de vinho nem sempre é assim. Em termos de doçura, o Vinho do Porto pode ser classificado como muito doce, doce, meio seco, seco ou até mesmo extrasseco.

E tudo isso vai depender da quantidade de açúcar residual que há em cada litro da bebida. Para o vinho ser considerado muito doce, ele deve ter mais do que 130 gramas de açúcar por litro (g/L); os doces, entre 90 a 130 g/L; os meio secos , de 65 a 90 g/L; os secos, entre 40 a 65 g/L e os extrassecos, menos de 40 g/L.

Essa classificação é feita já no final do processo de elaboração do vinho, que passa pelo processo de fermentação normal: se for tinto, a casca vai junto com o líquido para o tanque, se for branco, pode ter um tempo com a casca para ficar um pouco mais estruturado.

Quando o enólogo desejar, de acordo com a graduação alcoólica atingida e a concentração de açúcar residual, a fermentação é interrompida para a adição de aguardente. Isso faz com que o vinho do porto seja conhecido como fortificado e deixa a bebida mais alcoólica (geralmente possui entre o 19 e 22% vol.). Além disso, o vinho fica mais marcante e envolvente.

E é exatamente esse momento da parada da fermentação que irá definir, de acordo com a concentração de açúcar, em qual classificação entrará o Vinho do Porto elaborado.

Vinhos do Porto

Taylors Chip Dry Porto Branco Extra Seco - O Chip Dry é feito a partir de uma seleção de vinhos do porto brancos secos, produzidos a partir de uvas cultivadas no Douro Superior. Embora se utilizem diferentes variedades de uvas brancas, a casta Malvasia Fina é a que predomina.

 

 

Vinho do Porto Dow`s 20 Anos - Este porto tem aroma intenso de figo seco, amêndoa e cacau. Ao paladar é quente, untuoso, com taninos macio, notas de torrefação e de amêndoas torradas. Tinto de coloração âmbar, clareado pelo tempo.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Cabernet Franc, a ‘prima’ menos conhecida da Sauvignon

Por WINE IN RIO

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Para continuar nossa série sobre uvas, vamos abordar hoje a Cabernet Franc, também conhecida como Bordo, na Itália e Bouchet, na França. Apesar de ser da mesma família do Sauvignon, ela é bem menos conhecida e não tanto utilizada, por sua baixa produtividade.

Essa uva tinta é suave, bem arredondada, com casca fina, coloração intensa, aromas frutados intensos e taninos leves. Se adapta bem à regiões frias, mas suas plantações podem ser encontradas em locais de clima tropical como a Indonésia, Tanzânia ou  Turquia, mas com pouca relevância enológica.

Muito usada para complementar outras uvas em cortes, ela também é uma das seis uvas permitidas nos cortes de Bordeaux, onde estão a maior quantidade de seus vinhedos no planeta. Mas, é no Vale do Loire, região incrível da França, conhecida por seus castelos, rios e belas paisagens, que a Cabernet Franc reina e produz varietais de corpo leve e médio, textura macia, com aroma de frutas negras.

wines of the weekEm janeiro deste ano, o jornal inglês The Guardian destacou três vinhos feitos de Cabernet Franc como de alta qualidade – e bem descontraídos para se tomar: Saumur Rouge Les Nivières, France 2011; Bernard Baudry Chinon, Loire, France 2010; e Pulenta Estate Gran Cabernet Franc, Mendoza, Argentina 2010.

Aliás para acompanhar esses rótulos, a sugestão é um bom steak, no clima de um bistrô parisiense, ou outra carne como cordeiro, presunto ou pernil, com legumes e molho de ervas.

sábado, 5 de julho de 2014

Tabela resumida de harmonização

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Você sabe o que é Enogastronomia? É uma maneira mais apurada de apreciar os vinhos, a partir de suas características gustativas, combinando-as com os tipos de pratos, para ressaltar sabores e aromas. Enfim, transformando a experiência à mesa em algo além de uma simples refeição. Química dos ingredientes que fazem mágica para o paladar e a alma! Veja nesta tabela resumida, algumas dicas na hora de harmonizar vinhos e alimentos.

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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Altas e baixas – as temperaturas dos vinhos

Wine in Rio

Nosso blog continua uma série de matérias que têm como objetivo obter os melhores resultados na hora de saborear um vinho. Visto que a bebida é muito sensível às temperaturas, vamos abordar hoje essa questão tão importante. Um vinho tem diferenças de sabores e aromas de acordo com a temperatura em que é servido. Então, seguindo algumas regrinhas, você vai obter o máximo de seus rótulos!

Os brancos, espumantes e vinhos doces, por exemplo, normalmente são servidos bem gelados. A média é de 8ºC a 14ºC. Para atingir esses valores, deixe a garrafa no refrigerador (cerca de 2ºC) e espere “esquentar” um pouco no ambiente mesmo. As bebidas geladas demais podem parecer sem gosto ou com pouco aroma.

Os tintos podem ser servidos em temperatura ambiente. Mas… nem sempre o “calor brasileiro”, até no inverno, pode ser o ideal (para um Bordeaux é indicado 18ºC, Porto 14°C e envelhecidos 16°C). Os vinhos tintos ‘quentes demais’ ficam muito fortes, intensos e doces. Perto de 21ºC, o álcool começa a evaporar mais rápido, alterando os aromas, que ficam mais intensos. O Beaujolais, por exemplo, por ser mais leve, pode ser servido mais frio, um pouco abaixo de 18ºC.

Já os espumantes devem ser servidos o mais gelado possível, pois o calor acaba com a efervescência.

Se para beber a temperatura é importante, ainda mais quando se trata de armazenamento! Mas isso é assunto para um próximo artigo!

terça-feira, 1 de julho de 2014

A região, o vinho: o champagne

Por WINE IN RIO

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Champagne, na França, é uma vasta planície banhada pelos rios Marne, Aube, Aisne, Mosa e Yonne. Porém, mais do que uma região de grandes belezas naturais, seu nome é sinônimo de uma das bebidas mais celebradas – e sofisticadas – do mundo. Antes de estourarmos nossa garrafas em eventos, principalmente no réveillon, existe uma longa história por trás. E o mais curioso: tudo isso começou de  um “erro de produção”.

Havia um pequeno problema com o vinho feito pelo monge beneditino Pierre Pérignon  (1668-1715), chefe da vinícola da abadia de Hautvillers: ele estava explodindo nas garrafas! Além da fermentação no preparo, a bebida estava fermentando pela segunda vez quando engarrafado, produzindo as famosas bolhas… que acabavam estourando. Com vidros mais espessos e com rolhas amarradas com arame, criou-se o vinho espumante que acabou batizado com o nome da região.

Os champagnes brancos ou rosés são feitos à base de uvas Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay. E como é de conhecimento de todos, a marca tem uma proteção rigorosa, criada pela União Européia. Somente os rótulos originais da região podem ter o nome de “champagne”.

Qualquer vinho, mesmo que exatamente igual aos franceses, produzidos pelo método , mesmo produzido pelo método champenoise, em outros países ou locais da França, só podem ser chamados de espumantes. Mas, independente da denominação, um bom vinho espumante é sempre uma ótima pedida