Com investimento de R$ 4,5 milhões, cirurgias abertas e procedimentos não invasivos poderão ser feitos ao mesmo tempo. Robô e exames em 3D guiam as cirurgias cardíacas realizadas na entidade

Com investimento de R$ 4,5 milhões, o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, inaugura nesta quinta-feira (15) uma sala híbrida de cirurgia, onde poderão ser feitos, ao mesmo tempo, cirurgias abertas e procedimentos não invasivos. O novo serviço permite que exames feitos com imagens de alta resolução e em 3D ajudem a guiar cirurgias cardíacas complexas, incluindo as coronarianas e vasculares. Os exames e procedimentos cirúrgicos serão realizados em um único local.
A nova sala híbrida, que ocupa um espaço de 130 m2, reúne o aparato de um centro cirúrgico ao uso de um equipamento de ponta na área de diagnóstico: o Artis zeego, um robô alemão que executa até oito diferentes movimentos.
O equipamento, que pesa 3.500 kg e é composto por uma mesa cirúrgica inclinável e oito monitores, produz imagens diagnósticas sofisticadas, diminuição do grau de invasão de procedimentos cirúrgicos e maior segurança na conduta terapêutica.
Com possibilidade de realizar quase 1.000 procedimentos ao ano, o robô ainda permite importar imagens diagnósticas de exames anteriores realizados pelo paciente, para ajudar na condução do procedimento.
A sala contará com a atuação de uma equipe multidisciplinar, composta por cinco médicos intervencionistas, dois cirurgiões, um anestesista, um especialista em tomografia, três especialistas em ecografia e um médico clínico. Entre os pacientes a serem atendidos estão idosos, portadores de doenças degenerativas e crianças cardiopatas.
“A sala híbrida é uma iniciativa pioneira na saúde pública do Estado de São Paulo, que alia o que há de mais moderno na área de tecnologia médica a uma das principais equipes de atendimento na área de cardiologia do país”, afirma, em comunicado, o secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri.
A ideia é unir uma equipe de especialistas de diferentes áreas, como cardiologistas clínicos, cirurgiões cardíacos, médicos intervencionistas, especialistas em exames de imagem e anestesistas.
Um dos destaques da sala é um equipamento robótico que faz raio-X, ultrassom e tomografia para que o médico veja melhor o coração e os vasos sanguíneos. Isso pode ajudá-lo, por exemplo, a posicionar um stent (implante para desobstruir artérias).
As imagens são feitas durante o procedimento para guiar os especialistas e podem ser transmitidas em segundos para as oito telas que ficam ao redor dos médicos.
Os monitores também mostram exames anteriores e podem sobrepor resultados novos aos antigos.
Esse tipo de sala, comum nos hospitais dos EUA e da Europa, nasceu da necessidade de tratar casos cada vez mais complexos de forma menos invasiva.
“Hoje os pacientes são mais complicados, principalmente os adultos, que vivem mais e têm mais doenças associadas. Mas nem por isso vamos deixar de tratá-los da maneira mais conveniente”, afirma José Eduardo Sousa, diretor do Centro de Intervenções Estruturais do Coração do Dante Pazzanese.
Fonte: Editoria de arte/Folhapress
Nenhum comentário:
Postar um comentário