quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Entenda o que é o ebola e como a doença mortal se espalha

BBC Brasil

Ebola | Crédito: AFP

A epidemia de ebola no oeste da África é a pior de que se tem registro na história. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 887 pessoas morreram na região por causa da doença, levando autoridades de saúde da Guiné, Libéria e Serra Leoa a correr contra o tempo para tentar controlar o vírus.

O que é o ebola?

Ebola é uma doença causada por um vírus cujos sintomas iniciais incluem febre, fraqueza extrema, dores musculares e dor de garganta, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). À medida que a doença avança, o paciente pode sofrer de vômitos, diarreias e – em alguns casos – hemorragia interna e externa.

Humanos contraem a doença por meio do contato com animais - como chimpanzés, morcegos e antílopes - contaminados.

Entre humanos, o vírus pode se espalhar por meio do contato direto com sangue contaminado, fluidos corporais ou órgãos do doente, ou mesmo por meio do contato com ambientes contaminados. Até funerais de vítimas de ebola podem representar risco, se outras pessoas tiverem contato direto com o corpo do defunto.

O período de incubação pode demorar de dois dias a três semanas, e o diagnóstico é difícil. Em humanos, a doença está limitada majoritariamente à África, embora um caso tenha ocorrido nas Filipinas.

Agentes de saúde pública também correm risco caso tratem pacientes sem tomar as precauções adequadas para prevenir a contaminação.

As pessoas permanecem contaminadas enquanto seu sangue e suas secreções contiverem o vírus – em alguns casos, até sete semanas depois da recuperação.

Ebola | Crédito: Science Photo Library

Esse modelo molecular mostra partes dos vírus do Ebola que os cientistas estudam na tentativa de produzir medicamentos que reduzem a propagação da doença.

Ebola | Crédito: BBC

Onde a doença ocorre?

Surtos de ebola têm ocorrido primariamente em vilarejos remotos da África Central e Ocidental, segundo a OMS.

A doença apareceu originalmente na República Democrática do Congo (quando se chamava Zaire), em 1976. Desde então, se espalhou para o leste, afetando países como Uganda e Sudão.

O surto atual tem a particularidade de ter se iniciado na Guiné, que nunca tinha registrado um caso antes, e de estar se espalhando por áreas urbanas.

De Nzerekore, uma área rural no sudeste da Guiné, o vírus chegou à capital, Conakry, e aos países vizinhos Libéria e Serra Leoa.

Um homem que viajou de avião entre a Libéria e Lagos (Nigéria) em julho foi mantido em quarentena ao desembarcar e depois morreu por causa do ebola - o primeiro caso na Nigéria.

Um dos médicos que o trataram foi infectado e oito pessoas com quem ele teve contato agora estão em isolamento.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) qualifica o surto de "sem precedentes", pois os casos se distribuem por áreas separadas por centenas de quilômetros na Guiné.

A ONG diz que a tarefa de acompanhar pessoas que tiveram contato com pacientes de ebola é uma "corrida contra o relógio".

Que medidas estão sendo tomadas contra o ebola?

O Banco Mundial anunciou que destinará US$ 200 milhões em caráter de urgência para ajudar Guiné, Libéria e Serra Leoa a conter a epidemia de ebola.

Centenas de soldados na Libéria e em Serra Leoa foram mobilizados para conter o pânico nas comunidades afetadas e transportar equipes médicas de um vilarejo a outro.

A Libéria já fechou escolas e a maioria das suas fronteiras e colocou em quarentena as comunidades onde o vírus foi encontrado.

Em julho, a morte de um renomado médico liberiano, Samuel Brisbane, ajudou a propagar os esforços de comunicação do governo sobre o vírus.

Em Serra Leoa, o médico que liderava os esforços contra a doença também se converteu em uma de suas vítimas.

Ebola | Crédito: AP

As companhias aéreas Asky e Arik Air, que operam no Oeste da África, suspenderam seus voos para Libéria e Serra Leoa. Testes mais rigorosos estão sendo realizados em aeroportos.

No início do surto atual, o Senegal fechou sua fronteira com a Guiné.

Países asiáticos, como China e Vietnã, também estão se mobilizando para evitar a entrada do vírus em seu território, com ações como o monitoramento mais criterioso de passageiros nos aeroportos.

Quais são as precauções a ser tomadas?

Segundo a OMS, evitar o contato com pacientes de ebola e seus fluidos corpóreos. Não tocar nada em ambientes públicos que possa carregar o vírus - por exemplo, toalhas de mão.

Quem estiver cuidando de pacientes de ebola precisa usar equipamento de proteção, como luvas e máscaras, e lavar bem as mãos regularmente.

Populações em áreas rurais estão sendo aconselhadas pela OMS a não consumir carnes cruas de animais selvagens e manter a distância de morcegos, macacos e primatas. Alguns tipos de morcegos são considerados iguarias na Guiné, onde o surto teve início.

Em março, o Ministério da Saúde da Libéria aconselhou as pessoas a evitar sexo; o vírus pode ser transmitido pelo sêmen, mesmo até sete semanas depois da eventual recuperação de um paciente, observa a OMS. As recomendações já eram de evitar apertos de mão e beijos.

Ebola | Crédito: Reuters

Carnes de animais contaminados trazem riscos à população no oeste da África

Ebola | Crédito: EPA

Lavar as mãos reduz as chances de contrair a doença

O que fazer quando se contrai o vírus?

Manter-se em isolamento e procurar ajuda médica profissional. A chance de sobrevivência aumenta se o paciente começar a receber tratamento imediatamente.

Não existe vacina para o vírus, embora algumas, assim como tratamentos clínicos, estejam em testes.

Como os pacientes ficam desidratados rapidamente, a recomendação é beber líquidos que contenham eletrólitos ou receber fluídos por via intravenosa.

Segundo a Médicos Sem Fronteiras, o atual surto é causado pela variedade mais agressiva do ebola, matando entre 50% e 60% das pessoas que infecta.

Não se sabe que fatores determinam que alguns pacientes se recuperem e outros sucumbam.

Uma aspirina por dia pode prevenir câncer, diz estudo

BBC BrasilAspirina

A ingestão de uma aspirina por dia pode reduzir as chances de se desenvolver certos tipos de câncer, como de intestino e estômago, segundo um estudo britânico.

Os pesquisadores dizem que se cada cidadão britânico com mais de 50 anos tomasse um comprimido diariamente durante 10 anos, 122 mil mortes poderiam ser evitadas.

Cientistas da universidade Queen Mary, de Londres, analisaram cerca de 200 estudos sobre prós e contras da aspirina para a pesquisa, publicada pela revista médicaAnnals of Oncology.

No entanto, o estudo alerta que o remédio também pode provocar sangramento interno.

Os casos de câncer de intestino, estômago e esôfago chegam a ser reduzidos entre 30% e 40% pelo uso diário da aspirina.

Também foram encontrados indícios de que a droga pode também diminuir os riscos provocadas por câncer de mama, de próstata e de pulmão.

O estudo descobriu que pacientes precisam tomar o remédio por pelo menos cinco anos para obter algum benefício.

O coordenador da pesquisa, Jack Cuzick, da universidade Queen Mary, aconselha maiores de 50 anos a tomarem uma pequena dose (75mg) de aspirina por dia por uma década.

Para cada mil pessoas com mais de 60 anos que ingerirem a droga durante 10 anos, os resultados uma década depois seriam:

  • 16 mortes a menos por câncer
  • uma morte a menos por ataque cardíaco
  • duas mortes a mais por sangramento interno

Efeitos colaterais

O próprio professor Cuzick vem tomando aspirina diariamente, e afirmou que os efeitos colaterais não podem ser ignorados.

Aspirina

"Ainda assim, parece ser a coisa mais importante a ser feita para prevenir câncer, atrás apenas de parar de fumar e reduzir a obesidade. E provavelmente seria muito mais fácil de se implementar."

Os benefícios inclusive parecem continuar mesmo depois de as pessoas terem parado de tomar aspirina, embora não se saiba ao certo por quanto tempo.

Como o risco de sangramento interno cresce de acordo com a idade do paciente, os médicos sugerem que não se tome a droga por mais de 10 anos.

Além disso, também existem dúvidas acerca dos benefícios de doses maiores.

Entre os efeitos colaterais conhecidos, estão sangramentos no estômago e no cérebro.

O estudo constatou que 122 mil vidas poderiam ser salvas na Grã-Bretanha se todas as pessoas entre 50 e 64 anos tomassem uma aspirina diariamente. No entanto, estima-se que outras 18 mil morreriam por efeitos colaterais.

Entre os pacientes mais pré-dispostos a sangramentos estão aqueles que tomam medicação anticoagulante, fumantes e consumidores frequentes de álcool.

Uma representante da organização não-governamental Cancer Research UK, Julie Sharp, alertou contra a recomendação prematura da aspirina.

"Antes que ela possa ser recomendada na prevenção do câncer, algumas questões importantes precisam ser respondidas e novos testes precisam ser desenvolvidos para descobrir que pacientes têm mais chances de sofrer efeitos colaterais", afirmou Sharp à BBC.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Consumo de álcool, mesmo moderado, é fator de risco para fibrilação atrial

Apesar do consumo elevado de álcool já ter sido associado ao aumento do risco de fibrilação atrial (FA), o papel de um consumo leve a moderado permanece obscuro.

Uma meta-análise prospectiva, publicada pelo Journal of the American College of Cardiology, procurou investigar a associação entre o consumo de álcool e o risco de fibrilação atrial (FA) em um estudo com homens e mulheres suecos, realizando uma meta-análise de estudos prospectivos, de dose-resposta, para resumir as evidências disponíveis.

Foram acompanhados 79.019 homens e mulheres que, no início, estavam livres de FA e completaram um questionário sobre o consumo de álcool e de outros fatores de risco para doenças crônicas.

Em mais de 859.420 pessoas-anos de acompanhamento (1998 a 2009), 7.245 casosincidentes de FA foram identificados no estudo de coorte. A associação entre o consumo de álcool e a FA não diferiu por sexo (p=0,74 para a interação). Comparado aos bebedores atuais de menos de um drinque/semana (12 gramas de álcool/drinque), os riscos relativos (RR) multivariados de FA foram de 1,01 (intervalo de confiança de 95% [IC 95%]: 0,94-1,09) para 1 a 6 drinques/semana; 1,07 (IC 95%: 0,98-1,17) para 7 a 14 drinques/semana; 1,14 (IC 95%: 1,01-1,28) para 15 a 21 drinques/semana e 1,39 (IC 95%: 1,22-1,58) para mais de 21 drinques/semana. Os resultados foram semelhantes após a exclusão dos “binge drinkers”. Em uma meta-análise de sete estudos prospectivos, incluindo 12.554 casos de FA, os RRs foram de 1,08 (IC 95%: 1,06-1,10) para um drinque/dia, 1,17 (IC 95%: 1,13-1,21) para dois drinques/dia; 1,26 (IC 95%: 1,19-1,33) para três drinques/dia; 1,36 (IC 95%: 1,27-1,46) para quatro drinques/dia e 1,47 (IC 95%: 1,34-1,61) para cinco drinques/dia, comparado aos abstêmios.

Estes resultados indicam que o consumo de álcool, mesmo em ingestões moderadas, é um fator de risco para fibrilação atrial.

Fonte: Journal of the American College of Cardiology, volume 64, número 3, de julho de 2014 - NEWS.MED.BR, 2014.

domingo, 3 de agosto de 2014

FDA, dos EUA, diz estar pronto a trabalhar com farmacêuticas contra Ebola

Agência Reuters

O pior surto de Ebola da história está colocando pressão sobre os reguladores dos Estados Unidos para acelerar o desenvolvimento de tratamentos para o vírus mortal, que já matou mais de 700 pessoas desde fevereiro.

A agência norte-americana reguladora de alimentos e medicamentos (FDA) afirmou em um comunicado que "está pronta" para trabalhar com empresas e pesquisadores que trabalham com pacientes, na busca de um tratamento.

Um alto funcionário dentro FDA disse à Reuters que a agência iria considerar propostas para fornecer tratamentos de acordo com as novas diretrizes especiais de emergência de drogas, se os benefícios do tratamento superarem os potenciais riscos de segurança.

"Nós levamos isso muito, muito a sério", disse a fonte.

A declaração da FDA segue apelos de médicos em meio à falta de progressos em tratamentos para o Ebola, um mercado considerado muito pequeno para ganhar muita atenção pelas grandes empresas farmacêuticas.

DealeXtreme abre depósito no Brasil para agilizar entregas

A empresa anunciou em seu fórum que abriu um depósito na cidade de Curitiba e que o mesmo deve iniciar suas operações dentro dos próximos dias

Comércio eletrônico

Brasileiros acostumados a comprar produtos de sites estrangeiros vêm sofrendo com a forte fiscalização da Receita Federal e dos Correios para a liberação e entrega dos produtos.

Na última semana, inclusive, os Correios anunciaram que irão abrir armazéns nas cidades de Hong Kong e Miami para agilizar as entregas e a tributação das mercadorias.

Sites como o eBay decidiram abrir escritório no Brasil justamente para oferecer melhores condições aos usuários locais. E mais um grande player deste mercado, o site chinês DealeXtreme, anunciou a abertura de depósitos no Brasil.

A empresa anunciou em seu fórum que abriu um depósito na cidade de Curitiba e que o mesmo deve iniciar suas operações dentro dos próximos dias. Inicialmente somente alguns produtos (não especificados pelo DealeXtreme) serão comercializados para os brasileiros seguindo as novas regras locais.

Segundo o anúncio, a existência de um depósito no Brasil permitirá reduzir o tempo de entrega das mercadorias, que devem chegar ao destino em até 5 dias — até então os prazos eram indefinidos e poderiam levar meses, e em algumas oportunidades nem chegavam.

Além disso, todas as mercadorias poderão ser rastreadas e não será mais necessário pagar a taxa de 12 reais cobrada pelos Correios para a retirada das remessas tributadas pela Receita Federal — só há incidência de imposto para produtos com valor aduaneiro acima de US$ 50. A empresa também contará com um canal exclusivo de atendimento para o público brasileiro.

No entanto, os preços dos produtos não serão os mesmos dos encontrados na página do DealeXtreme na China. Isto porque todas as mercadorias serão vendidas no Brasil já considerando os impostos de importação e as taxas de transporte em seu valor final, mas a empresa garante que os "novos preços serão aceitáveis e invencíveis".

O DealeXtreme ainda não confirmou quais produtos farão parte desta fase de testes, mas os mesmos estarão disponíveis em uma página específica para os brasileiros que será lançada em breve. As entregas serão realizadas por meio do serviço dos Correios.

Fonte: EXAME

Classificação Série B

 
1º
Ceará-CE 28 14 8 4 2 26 20 6 66.7
2º
América-MG 26 14 8 2 4 22 13 9 61.9
3º
Luverdense-MT 24 14 7 3 4 19 14 5 57.1
4º
Joinville-SC 23 14 7 2 5 16 13 3 54.8
5º
Avaí-SC 23 14 7 2 5 15 14 1 54.8
6º
Sampaio Corrêa-MA 23 14 6 5 3 23 14 9 54.8
7º
Atlético-GO 22 14 6 4 4 22 16 6 52.4
8º
Vasco da Gama-RJ 22 13 5 7 1 18 8 10 56.4
9º
América-RN 20 14 6 2 6 20 19 1 47.6
10º
ABC-RN 20 14 6 2 6 14 13 1 47.6
11º
Ponte Preta-SP 19 14 4 7 3 18 17 1 45.2
12º
Santa Cruz-PE 19 14 4 7 3 18 17 1 45.2
13º
Náutico-PE 18 13 5 3 5 15 16 -1 46.2
14º
Boa Esporte-MG 18 14 5 3 6 17 19 -2 42.9
15º
Icasa-CE 15 14 4 3 7 11 16 -5 35.7
16º
Oeste-SP 15 14 3 6 5 13 21 -8 35.7
17º
Paraná-PR 13 14 3 4 7 14 17 -3 31.0
18º
Bragantino-SP 13 14 3 4 7 16 23 -7 31.0
19º
Portuguesa-SP 12 14 2 6 6 13 21 -8 28.6
20º
Vila Nova-GO 5 14 1 2 11 5 24 -19 11.9
Legenda
PG - Pontos Ganhos | JG - Jogos Disputados | VI - Vitórias | EM - Empates
DE - Derrotas | GP - Gols Pró | GC - Gols Contra | SG - Saldo de Gols
%A - Porcentual de Aproveitamento de Pontos
  • Classificados a Série A
  • Rebaixados à Série C

Resultados dos jogos da 14ª rodada da série B

Náutico-PE

1 x 0
29/07/2014 19:00

Icasa-CE

Portuguesa-SP

0 x 0
29/07/2014 21:00

Oeste-SP

Avaí-SC

1 x 2
01/08/2014 21:00

Luverdense-MT

Vila Nova-GO

0 x 2
01/08/2014 21:00

Atlético-GO

Bragantino-SP

1 x 0
02/08/2014 16:20

Joinville-SC

Vasco da Gama-RJ

1 x 0
02/08/2014 16:20

Paraná-PR

Sampaio Corrêa-MA

3 x 3
02/08/2014 16:20

Ponte Preta-SP

América-RN

0 x 1
02/08/2014 16:20

Santa Cruz-PE

América-MG

1 x 0
02/08/2014 16:20

ABC-RN

Ceará-CE

2 x 2
02/08/2014 21:00

Boa Esporte-MG

sábado, 2 de agosto de 2014

Ebola: saiba qual é o risco da epidemia chegar ao Brasil

Dificuldade de contágio e pouca mobilidade das pessoas infectadas são fatores que podem impedir que o vírus se espalhe para fora do continente africano

Ebola

Mais de 1.300 pessoas foram infectadas e 729 morreram na África Ocidental em decorrência da pior epidemia de ebola da história. Órgãos de saúde do mundo todo estão atentos ao risco do surto se disseminar para outros países e cruzar continentes.

Na quinta-feira, o governo brasileiro reforçou recomendações às equipes de saúde encarregadas de atender passageiros que apresentaram durante a viagem ao Brasil problemas como febre, diarreias ou hemorragias. A medida, na avaliação do Ministério da Saúde, é suficiente para identificar de forma rápida casos de uma eventual contaminação por ebola em viajantes. Normas mais drásticas, como a suspensão de voos, não estão sendo analisadas.

A possibilidade da chegada do ebola ao Brasil é considerada baixa pelo Ministério da Saúde. O infectologista Esper Kallás, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, faz o mesmo diagnóstico. Um dos motivos, segundo o médico, é que a gravidade dos sintomas dificulta a locomoção de doentes e o contato com muitas pessoas. "Os sinais da doença são perceptíveis e o paciente fica extremamente debilitado", diz Kallás. A enfermidade começa a se manifestar com febre, fraqueza e dores musculares, de cabeça e de garganta. Em seguida, vêm vômitos, diarreias, feridas na pele, problemas hepáticos e hemorragia interna e externa.

Contágio – A transmissão ocorre pelo contato de sangue, secreções e fluidos corporais de doentes, não pelo ar. Por esse motivo, quem corre mais risco de contaminação são familiares de doentes e profissionais de saúde. "Num avião, por exemplo, a probabilidade de uma pessoa infectada transmitir a doença aos indivíduos ao redor é baixa, mesmo no período de incubação, que vai de duas a três semanas", diz Kallás. Esse é um dos motivos pelos quais o ebola nunca saiu da África em quase quarenta anos de existência.

Viagens à África – Não existe uma recomendação do governo brasileiro para que as pessoas deixem de viajar a países endêmicos. "A situação nesses países se agrava, pois são regiões em conflito, nas quais os profissionais de saúde muitas vezes têm dificuldades para chegar. Mas, pelas características de transmissão da doença, não há risco de disseminação global", afirmou na terça-feira o ministro da saúde, Arthur Chioro.
Não é a leitura das autoridades de saúde americanas, que na quinta-feira elevaram ao nível máximo o alerta de viagens para Guiné, Libéria e Serra Leoa. "Pedimos para que não façam viagens à zona afetada a menos que seja essencial. Precisamos evitar o risco de contágio e ajudar os países a controlar a doença", disse Tom Frieden, diretor do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos.

Fonte: VEJA

A hora certa de abrir um vinho

Você sabe a hora certa para abrir um vinho? Descubra por quanto tempo você pode guardar as garrafas.

Taças

Quando se trata de vinhos, não estamos falando de uma ciência exata. Muito pelo contrário. Nos referimos a um produto cujo prazo de validade é indeterminado. O que temos, hoje, é uma grande oferta de rótulos com diferentes regiões de origem, variedades de uvas, safras e por aí vai.

Além das grandes mudanças mercadológicas, as produções ganharam tecnologia, a globalização invade nossa realidade e cada vez temos tudo muito mais rápido em mãos. E é aí que ganhamos um desafio interessante: descobrir o que cada garrafa tem para nos oferecer e ensinar, sem considerar como um obstáculo. Isso é, na realidade, fascinante e encantador.

Quando falamos em tempo de guarda, nos referimos a uma estimativa que tem uma série de fatores que influenciam neste período. Ao sugerir uma estimativa, nos baseamos na degustação do vinho, sua composição, a região de origem e a proposta do produtor.

É verdade também que a cor da garrafa, condições de transporte e armazenagem podem interferir na estimativa de guarda do vinho e o ideal é reduzir este tempo quando sabemos de interferências de temperatura ou exposição à luminosidade, por exemplo.

Seguem algumas dicas para nortear uma decisão de guardar ou não um vinho, mas lembrando que, regra não existe (o tempo é contado a partir da safra do rótulo):

Espumantes

Buscamos neste tipo de bebida, frescor e vivacidade. A grande maioria é feita para consumo imediato. Estoque seus espumantes por no máximo dois anos.

Brancos e Rosés

As garrafas translúcidas sofrem mais e, geralmente, brancos e rosés são armazenados nessas garrafas. Devido à maior suscetibilidade à oxidação, é importante não guardar esses vinhos por muito tempo, pois algumas características interessantes de aroma, sabor e frescor, podem se perder. Guarde por um período de 3 a 4 anos.

Tintos

A grande maioria dos vinhos produzidos atualmente são para serem consumidos sem longa guarda ou mesmo consumo imediato. Devido à presença maior de compostos antioxidantes, os tintos aguentam mais tempo que os brancos e rosés. Eles são um grupo mais complexo, pois temos desde um Beaujolais Noveau, para ser consumido extremamente jovem até um nebbiolo de expressão para se guardar por anos. De maneira geral, os tintos podem ser guardados por um período 3 a 10 anos. Um profissional pode auxiliá-lo em cada caso específico.

Fortificados / Licorosos / Doces

Porto, Jerez, Late Harvest, Madeira, Tokaji, Sauternes: esses vinhos possuem uma longevidade maior, uma vez que têm mais álcool ou mais açúcar que os anteriores, componente capaz de atuar como proteção, como explicado anteriormente. Neste caso, os vinhos podem durar entre 15 e 20 anos.

Contudo, se surgir a dúvida entre abrir ou não uma garrafa, diríamos: Abra! Assim você mesmo vai descobrir o momento ideal e definir o próprio gosto pessoal.

Fonte: Blog sommelierwine

Técnica deixa corpo transparente e facilita diagnósticos

Smitha Mundasad - Repórter de Saúde da BBC News

Imagem mostra rim visto com técnica que deixa corpo transparente. Credito: Bin Yang e Viviana Gradinaru

                    

Cientistas desenvolveram uma forma de fazer um corpo inteiro ficar transparente.

Em reportagem na revista Cell, a equipe, que estuda roedores, descreve uma técnica que mantém os tecidos intactos, mas permite que as partes-chave do corpo e ligações internas possam ser vistas.

Eles dizem que a técnica pode ajudar a visualizar como órgãos separados interagem e apontar o caminho para uma nova geração de tratamentos.

O método também pode ser utilizado para detectar a propagação de vírus e cânceres em tecidos humanos.

Há um século os cientistas vêm tentando elevar a transparência de órgãos opacos. Mas a maioria das técnicas danificava tecidos, o que interrompeu testes mais aprofundados.

Sonho dos biólogos

As moléculas de lipídio (gordura) presentes nas células do corpo distorcem os raios de luz, o que deixa os tecidos opacos. Até hoje, os processos usados para dissolver essas moléculas privavam os órgãos de elemento-chave para seu suporte estrutural, o que resultava em uma massa amorfa de material.

Imagem de intestino com método. Credito: Credito: Bin Yang e Viviana Gradinaru

Método permite ver detalhes de tecidos do intestino

Agora, pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia dizem ter conseguido atingir o sonho dos biólogos.

Com base em trabalhos anteriores a equipe desenvolveu uma técnica com três estágios:

Primeiro, uma malha macia feita de uma espécie de plástico dá suporte para os tecidos. Em seguida, um detergente molecular é administrado na corrente sanguínea, dissolvendo lipídios e tornando os órgãos transparentes. Corantes de rastreamento e de marcação de moléculas específicas podem ser adicionados à infusão para destacar as conexões mais importantes.

Usando este método em roedores, os pesquisadores conseguiram tornar rins inteiros, corações, pulmões e intestinos transparentes dentro de três dias, e todo o corpo dentro de duas semanas.

O teste do procedimento em pacientes com câncer permitiu que os cientistas visualizassem o alcance da disseminação da doença.

'Avanço importante'

A pesquisa foi realizada em ratos sacrificados e amostras de tecido humano tiradas durante operações, mas ainda não foi aplicada a organismos vivos.

Os cientistas afirmam que a técnica pode ter diversos usos futuros, desde o mapeamento do caminho de fibras nervosas do cérebro para o resto do corpo ao rastreamento dos locais onde diferentes vírus se escondem nos tecidos.

A equipe, agora, está colaborando com outros cientistas para examinar o tecido cerebral de pessoas com deficiências cognitivas. Ao compará-lo essas amostras com amostras saudáveis, os cientistas querem identificar diferenças nunca antes vistas nos padrões celulares.

"É provavelmente um dos avanços mais importantes na neuroanatomia em décadas", disse Thomas Insel, diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA.