sábado, 11 de fevereiro de 2012

Campeonato Estadual 2012

 
Classificação

Clube

PTs

G

GC

V

D

1º Santa Cruz 15 16 7 5 3
2º ABC 15 17 9 4 1
3º América 13 20 9 4 3
4º Palmeira 13 8 10 4 3
5º Corintians 12 9 6 3 2
6º Assu 10 9 13 3 4
7º Potiguar 10 9 14 3 4
8º Baraúnas 10 6 6 2 2
9º Caicó 8 6 18 2 4
10º Alecrim 5 8 16 1 5

Estudo revela que variação genética aumenta risco de infarto

Homens com determinada característica no cromossomo Y têm até 50% mais chance de transmitir aos filhos doença que leva ao enfarte.

infarto2

Os homens com determinada variação do cromossomo Y têm até 50% maior probabilidade de transmitir aos filhos uma doença arterial que pode provocar enfarte, apontou estudo científico divulgado nesta quinta-feira pela revista "The Lancet".
Três pesquisas paralelas que analisaram o material genético de mais de 3 mil homens do Reino Unido identificaram em 90% deles uma das duas variações mais comuns do cromossomo Y, uma das quais parecia ligada ao maior risco de contrair a chamada doença arterial coronária (EAC).
A variação no haplogrupo I do cromossomo Y estava presente no DNA de 15% a 20% dos homens britânicos cujo sistema imunológico era mais propenso a desencadear uma inflamação, que provoca a doença arterial.
A EAC, que nos homens se desenvolve em média dez anos antes do que nas mulheres, estreita os vasos sanguíneos e reduz a quantidade de oxigênio no coração, o que pode causar angina e enfarte.
No Reino Unido, essa doença provoca 50 mil mortes por ano entre os homens. Os especialistas consideram agora que o efeito dessa variação genética poderia ser explicado pela influência do cromossomo Y sobre o sistema imunológico e inflamatório, o que situa essa parte do DNA no mapa genético de fatores responsáveis por problemas cardíacos.
"A principal novidade da descoberta é que o cromossomo Y parece desempenhar um papel no sistema cardiovascular, além do que todos já conhecidos na determinação do sexo masculino", detalhou o pesquisador Maciej Tomaszewski, do departamento de Ciências Cardiovasculares da Universidade de Leicester.
O efeito da variação sobre as possibilidades de ter um problema cardíaco também é independente de outros fatores de risco como ter a pressão sanguínea e o colesterol elevados.
"Uma dieta pobre ou fumar são causas importantes, mas os fatores herdados pelo DNA fazem parte dos elementos de risco", afirmou a médica Helen Wilson, da Fundação do Coração britânica.
Os pesquisadores pretendem agora identificar os genes correspondentes e determinar como agem no aumento do risco cardíaco.
"Essa descoberta pode levar a novos tratamentos para doenças cardiovasculares nos homens e em diagnósticos específicos que ajudem a medir a probabilidade que uma pessoa do sexo masculino tem de sofrer ataque cardíaco", acrescentou Helen.

Fonte:Estadão

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Diferença entre pressão arterial sistólica medida nos dois braços pode indicar doenças vasculares e risco de mortalidade, de acordo com publicação do The Lancet

Diferença na pressão arterial sistólica (PAS) de 10 mmHg ou mais, ou de 15 mmHg ou mais, entre um braço e outro já foi associada à doença vascular periférica e atribuída à estenose da subclávia. O estudo publicado pelo The Lancet investigou se existe associação entre esta diferença e doenças vasculares centrais ou periféricas e mortalidade.

As bases de dados consultadas foram Medline, Embase, Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature, Cochrane e Medline In Process para estudos publicados antes de julho de 2011. Vinte e oito pesquisas elegíveis foram identificadas para esta revisão, vinte delas foram incluídas nesta meta-análise.

chassi info

Em cinco estudos invasivos usando angiografia, a diferença média na pressão sistólica dos dois braços foi de 36,9 mmHg para estenose subclávia comprovada (> 50% de oclusão) e uma diferença de 10 mmHg ou mais foi fortemente associada com estenose subclávia. Em estudos não invasivos, mostrou-se que uma diferença de 15 mmHg entre os braços foi associada a doença vascular periférica, doença cerebrovascular pré-existente e aumento da mortalidade cardiovascular e por todas as causas de mortalidade. Uma diferença de 10 mmHg ou mais foi associada à doença vascular periférica.

Concluiu-se que a diferença da PAS entre os braços de 10 mmHg ou mais, ou de 15 mm Hg ou mais pode ajudar a identificar pacientes que necessitam de uma avaliação vascular mais detalhada. Uma diferença de 15 mmHg ou mais pode ser um indicador útil do risco de doença vascular e morte.

Fonte: The Lancet, publicação online de 30 de janeiro de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Azeite de oliva e óleo de girassol usados em frituras não aumentam o risco de doença coronariana, divulgado pelo BMJ

 

Fritura-em-azeite-ou-óleo-de-girassolFrituras feitas com azeite de oliva ou óleo de girassol podem não aumentar o risco para doenças coronarianas, de acordo com estudo espanhol publicado no British Medical Journal (BMJ).

Um estudo de coorte prospectivo foi realizado na Espanha com a participação de 40.757 adultos, em idades variando entre 29 e 69 anos e livres de doenças coronarianas no início da pesquisa. Durante o seguimento médio de onze anos, 606 eventos de doenças coronarianas foram diagnosticados e 1.135 mortes por todas as causas ocorreram.

Já é sabido que o consumo de frituras está associado a fatores de risco para doenças cardiovasculares como hipertensão arterial, obesidade e baixos níveis de colesterol bom (HDL). A associação entre o consumo de alimentos fritos e doenças coronarianas já foi avaliada em outras pesquisas, mas com resultados heterogêneos.

O presente trabalho mostrou que na Espanha, um país Mediterrâneo, no qual o azeite de oliva e o óleo de girassol são usados nas frituras, o consumo de alimentos fritos não foi associado a doenças coronarianas ou a outras causas de mortalidade. No entanto, frituras feitas com outros tipos de óleos ou com gorduras reaproveitadas e o consumo de lanches rápidos fritos e com alto teor de sal podem causar danos à saúde.

Fonte: BMJ, de 24 de janeiro de 2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Acusados de assaltar uma padaria em Petrópolis são baleados

 

revolver_violencia_thumb2Durante abordagem por volta das 17 horas de ontem, numa rua próxima à Escola Estadual Professor Luís Soares, em Dix-Sept Rosado, os dois rapazes acusados do assalto a uma padaria de Petrópolis, na semana passada, foram baleados por agentes de Polícia da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor).
Jadson Souza do Nascimento e um adolescente foragido do Ceduc de Caicó foram socorridos para o pronto-socorro Clóvis Passarinho, onde passariam por cirurgia.
Os dois foram alvejados na ocasião em que se encontravam numa casa para fazerem uma tatuagem, segundo parentes do tatuador e mais uma pessoa que foi detida para averiguações.
O delegado Normando Feitosa comandou a operação, que resultou também na apreensão de um revólver calibre 38, cano longo, com numeração raspada, que estava em poder dos assaltantes.
Informações oficiosas dão conta que o adolescente tinha vindo para Natal com uma namorada de 13 anos. Quanto a Jadson Souza do Nascimento, que é filho único e de mãe separada do pai, já existia uma prisão preventiva decretada pela Justiça.
Na internet circulam dois vídeos, originários do circuito interno de tv da padaria, em que o primeiro mostra a ação dos bandidos, desde a entrada na padaria, saque de de dinheiro dos caixas e o momento em que o adolescente, de camiseta preta e calça jeans saca o revólver para atirar e atingir três pessoas que estavam almoçando na tarde de quinta-feira, dia 2.
O segundo vídeo mostra o instante em que um rapaz, de camisa azul, atende um telefone e depois põe comida no prado, quando sofre um tiro. Os outros disparos acabaram atingindo Elisângela Iva de Souza, 31 anos, que se encontrava ao lado do namorado,  no fundo da área de refeição da padaria, pesando o prato com sua comida.
Hoje, a cúpula da área de Segurança Pública reúne a imprensa para uma coletiva, a fim de descrever como foi a operação realizada no fim da tarde de ontem.

Fonte: Tribuna do Norte

Confira os jogos da próxima rodada

 

Próximos Jogos
Corintians X Assu
Marizão | 12/02 16h00
Santa Cruz X América
Iberezão | 12/02 17h00
ABC X Palmeira
Frasqueirão | 12/02 16h00
Alecrim X Baraúnas
Nazarenão | 12/02 16h00
Potiguar X Caicó
Nogueirão | 12/02 17h00

Santa Cruz assume a liderança do Campeonato Estadual 2012

 

Classificação
Clube PTs G GC V D
1º Santa Cruz 15 16 7 5 3
2º ABC 15 17 9 4 1
3º América 13 20 9 4 3
4º Palmeira 13 8 10 4 3
5º Corintians 12 9 6 3 2
6º Assu 10 9 13 3 4
7º Potiguar 10 9 14 3 4
8º Baraúnas 10 6 6 2 2
9º Caicó 8 6 18 2 4
10º Alecrim 5 8 16 1 5

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Risco de trombose em avião é o mesmo em todas as classes

Pode até ser desconfortável, mas fazer longas viagens de avião na classe econômica não mata ninguém. Pelo menos segundo os médicos da ACCP, uma das principais associações de especialistas na área de tórax dos Estados Unidos.

A chamada "síndrome da classe econômica", que culpava o diminuto espaço entre as poltronas pelo aumento de problemas circulatórios, não tem evidência científica, concluíram os profissionais, após revisão da literatura.

trombose

Viajar na janela, por outro lado, pode contribuir para esses transtornos, independentemente do valor do bilhete. Isso porque quem senta no canto, com a passagem bloqueada por outros passageiros, tende a se mexer bem menos no trajeto.

"Viajar na classe econômica não aumenta o risco de desenvolver um coágulo, mesmo durante voos de longa distância. Por outro lado, permanecer imóvel durante muito tempo, sim", diz Mark Crowther, coautor do trabalho, publicado na revista "Chest", e professor da Universidade McMaster, no Canadá.

RISCOS

Viagens longas comprovadamente aumentam as chances de transtornos ligados à circulação. Embora isso também aconteça em transportes terrestres, como em trens e ônibus, os riscos se elevam muito no deslocamento por avião, devido à conjunção de fatores como imobilidade, altitude e diferença de pressão.

Um dos problemas mais graves a que o passageiro está exposto é ter trombose venosa profunda, que acontece quando um coágulo obstrui uma veia profunda e dificulta ou impede a circulação de sangue em uma área.

Em pouco tempo, o coágulo pode levar à chamada embolia pulmonar -que acontece quando ele obstrui uma artéria próxima aos pulmões.

Algumas pessoas são mais suscetíveis a esse problema, como idosos, gestantes, obesos e mulheres que usam pílulas anticoncepcionais.

"Antes de viajar, quem está no grupo de risco ou tem histórico próprio ou familiar com trombose deve consultar um especialista e avaliar a necessidade de tratamento preventivo", diz o médico Calogero Presti, presidente da SBACV (Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular).

A entidade americana recomenda que passageiros de voos com mais de seis horas procurem se movimentar periodicamente. Para quem está no grupo de risco, a recomendação é dar preferência aos assentos no corredor.

Segundo Presti, tomar sedativos, especialmente em conjunto com bebidas alcoólicas, agrava as chances de ter uma trombose.

"A pessoa dorme de qualquer jeito, pressionando e comprimindo as pernas."

Segundo o médico, mesmo que a pessoa não saia da poltrona, o ideal é movimentar braços e pernas constantemente ao longo do trajeto.

Fonte: Folha de São Paulo

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Joaquim Brut Rose

Tipo: Rose

Nível: Espumante

Classe: Brut
País: Brasil

Método: Charmat

Graduação alcoólica: 12%

Preço: R$ 36 a 53 (preço nas importadoras, restaurantes e lojas especializadas de vinhos)

Uvas/Corte: Syrah, Pinot Noir, Cabernet Franc, Sangiovese, Merlot, Cabernet Sauvignon, Malbec e Petit Verdot
Produtor: Villa Francioni

Região: São Joaquim-SC

Site: www.villafrancioni.com.br
Score: N/A

Onde comprar:

1. TopWine

2. HARO Emporio

Sugestão Harmonização: como aperitivo, frutas, queijos de média cura, risotos, massas com molhos leves, carnes brancas e frutos do mar

Comentário

Os rosés têm grande prestígio na região de Champagne, justamente devido ao desafio que representa para o enólogo combinar harmonicamente a força da uva tinta, que deve predominar, com a leveza da uva branca.
As uvas utilizadas na produção dos espumantes são de vinhedos próprios, situados a 1.260 metros de altitude em São Joaquim, na serra catarinense. Os fatores climáticos aliados às práticas culturais são os principais ingredientes para elaboração de vinhos de qualidade e exclusivos

Serviço: 6º a 8º C
Sugestão de Guarda: ± 3 anos

Fonte: http://www.vinhoegastronomiabyajs.com/

sábado, 14 de janeiro de 2012

Vinho e Saúde

Um pouco de História

Vinho e SaudeDesde a antiguidade, o vinho apresenta-se intimamente ligado à evolução da medicina, desempenhando sempre um papel principal. Os primeiros praticantes da arte da cura, na maioria das vezes curandeiros ou religiosos, já empregavam o vinho como remédio. Papiros do Egito antigo e tábuas dos antigos Sumérios (cerca de 2200 a.C.) já traziam receitas baseadas em vinho, o que o torna a mais antiga prescrição médica documentada.

O grego Hipócrates (cerca de 450 a.C.), tido como o pai da medicina sistematizada, recomendava o vinho como desinfetante, medicamento, um veículo para outras drogas e parte de uma dieta saudável. Para ele, cada tipo de vinho teria uma diferente função medicinal.

Galeno (século II d.C.), o mais famoso médico da Roma antiga, empregava o vinho na cura das feridas dos gladiadores, agindo este como um desinfetante.

Também os Judeus antigos tinham o vinho como medicamento. Segundo o Talmud, "sempre que o vinho faltar, a medicina tornar-se-á necessária".

Foi na Universidade de Salermo (Itália), fundada no século XI, que a importância do vinho sobre a dieta e a saúde foi codificada. Lá, correntes clássicas e árabes se fundiram, fornecendo as bases da medicina européia. O "Regime de Salermo" especificava "diferentes tipos de vinho para diversas constituições e humores".

Avicena (século XI DC), talvez o mais famoso médico do mundo árabe antigo, reconhecia a importância do vinho como forma de cura, embora seu emprego fosse limitado por questões religiosas.

O uso medicinal do vinho continuou por toda a Idade Média, sendo divulgado principalmente por monastérios, hospitais e universidades.

Até o século XVIII, muitos consideravam mais seguro beber vinho do que água pois esta era, frequentemente, contaminada. Conta a lenda de Heidelberg, na Alemanha, que o guardião do grande barril (Große Faß) onde o soberano guardava todo o vinho recolhido como imposto, só bebia vinho. Seu nome era "Perkeo" (do italiano “Perche no” - por que não). Certa feita deram um líquido diferente para que ele bebesse e este morreu imediatamente. O tal líquido assassino era nada mais nada menos que água.

Em 1865-66, Louis Pasteur, o grande cientista francês nascido na região do Jura (terra dos famosos vin jaunee vin de paille), empregou o vinho em diversas de suas experiências, declarando que o vinho é "a mais higiênica e saudável das bebidas".

Em 1892, durante a grande epidemia de cólera em Hamburgo, o vinho era adicionado à água com intuito de esterilizá-la.

A partir do final do século XIX, a visão do vinho como medicamento começou a mudar. O alcoolismo foi definido como doença e os malefícios de seu consumo indiscriminado começaram a ser estudados. Nas décadas de 70 e 80, o consumo de álcool foi fortemente atacado por campanhas de saúde pública exaltando as complicações de seu uso em excesso. Entretanto, várias pesquisas científicas bem conduzidas têm demonstrado que, consumido com moderação, o vinho traz vários benefícios à saúde.

 

O consumo moderado

"Nem muito e nem muito pouco" parece ser o princípio para se realçar os efeitos benéficos do vinho sobre a saúde. Entretanto, as autoridades de saúde de vários países têm encontrado dificuldade em estipular o que pode ser considerado "consumo sensato". Na França, a ingestão de até 60 g de álcool por dia é segura para homens. Por outro lado, no Reino Unido, recomenda-se menos de 30 g por dia.

Vários são os fatores que influenciam estes limites: sexo, idade, constituição física, patrimônio genético, condições de saúde e uso de outras substâncias (drogas, medicamentos etc). Em linhas gerais, um homem pode consumir até 30 g de álcool por dia. Para as mulheres, por diversas razões (menor tolerância, menor proporção de água no organismo etc) recomenda-se até 15 g por dia. A diferença entre consumo moderado e exagerado pode significar a diferença entre prevenir e aumentar a mortalidade.

Além da quantidade, a regularidade também é importante para se obter os efeitos benéficos do vinho. Os que exageram nos finais de semana e se poupam nos outros dias podem sofrer todos os malefícios da ingestão exagerada e aguda do vinho sem nenhum ganho para a saúde.

 

O Paradoxo Francês

Uma grande reviravolta na relação entre vinho e saúde ocorreu no início da década de 90 com a divulgação do Paradoxo Francês. Durante um programa de televisão nos EUA, o cientista francês Serge Renaud mostrou que estudos epidemiológicos em escala mundial evidenciaram que os franceses apresentavam 2,5 vezes menos mortes por doenças coronarianas que os americanos, apesar de fumarem muito e consumirem a mesma quantidade de gorduras. A principal explicação para tal paradoxo estaria no consumo regular e moderado de vinho. Como era de se esperar, após a transmissão do programa, o consumo de vinho tinto nos EUA multiplicou por 4. Tal paradoxo foi, posteriormente, publicado na revista inglesa The Lancet, uma das mais conceituadas revistas médicas do mundo, dando origem a uma enxurrada de artigos sobre os benefícios do vinho sobre a saúde nos tempos modernos.

 

Álcool, taninos, flavonóides, catecinas, resveratrol, etc

Há muito sabe-se que o álcool, consumido em pequenas doses regulares, traz benefícios para a saúde. Estudos epidemiológicos mostram que o álcool presente no vinho, cerveja e destilados pode diminuir amortalidade por infarto do miocárdio, isquemia cerebral etc. Entretanto, o vinho é quem mais desperta interesse dos cientistas por apresentar, além do álcool, diversas substâncias antioxidantes em sua composição. Entre os mais de 1000 compostos encontrados no vinho, os polifenóis (flavonóides, taninos, catecinas, resveratrol etc) são os mais estudados.

Os polifenóis, derivados de várias plantas, são os antioxidantes mais encontrados em nossa dieta. De acordo com sua origem, apresentam diferentes estruturas químicas. Atualmente, vários estudos têm demonstrado que o resveratrol, um antioxidante natural presente em vinhos tintos e brancos, está associado com os efeitos benéficos do vinho na doença coronária. Além disso, em laboratório, o resveratrol tem mostrado efeito protetor contra o câncer, embora estes resultados ainda não tenham sido demonstrados na prática clínica. Também controversa é a hipótese de que os flavonóides parecem mostrar um efeito protetor contra doenças cardiovasculares, atuando sobre o LDL (colesterol ruim).

 

Vinho e Saúde: Alguns fatos

Doenças coronárias: o consumo moderado de vinho controla os níveis sanguíneos de algumas substâncias químicas inflamatórias chamadas citocinas. Estas, por sua vez, afetam o colesterol e as proteínas da coagulação. O vinho é capaz de reduzir os níveis de LDL e aumentar os de HDL (colesterol bom). Com relação à coagulação, o vinho torna as plaquetas presentes no sangue menos aderentes e reduz os níveis de fibrina, evitando que o sangue coagule em locais errados. Estes efeitos poderiam prevenir o entupimento de uma coronária, evitando um infarto do miocárdio.

Doenças do cérebro: Os efeitos mais conhecidos do álcool sobre o sistema nervoso são a embriaguez e a dependência alcoólica. Entretanto, quando consumido com parcimônia, o vinho parece reduzir o risco dedemência, incluindo o Mal de Alzheimer. Segundo alguns especialistas, os polifenóis presentes no vinho (principalmente nos tintos) seriam os responsáveis por evitar o envelhecimento das células cerebrais. É intrigante notar que, proporcionalmente falando, a ação antioxidante dos polifenóis dos vinhos brancos é superior à dos tintos. Entretanto, a quantidade de polifenóis dos tintos é muito superior à dos brancos, tornando estes vinhos mais interessantes para as células cerebrais. Além da ação antioxidante, os vinhos melhoram a circulação cerebral, com o fazem com a circulação coronária. Sabe-se, ainda, que as chances de apresentar depressão são menores em consumidores moderados de vinho.

Doenças respiratórias: Experimentos recentes têm demonstrado que o vinho é capaz de reduzir as chances de uma infeção pulmonar, sendo mais eficaz que alguns antibióticos modernos.

Doenças do aparelho digestivo: Há vários séculos, São Paulo já recomendava "um pouco de vinho para a saúde do estômago". Hoje, sabe-se que o consumo moderado de vinho está associado a uma menorincidência de úlcera péptica por uma série de razões: alívio do estresse, inibição da histamina, ação antimicrobiana contra o Helicobacter pylori, bactéria implicada na gênese da úlcera duodenal. Por atuar sobre ocolesterol, o vinho parece reduzir as chances de formação de cálculos no interior da vesícula biliar.

Doenças do aparelho urinário: Estudos mostram que o vinho é capaz de reduzir em até 60% o risco de formação de cálculos urinários, ao estimular a diurese.

Diabetes: o vinho consumido de forma moderada melhora a sensibilidade das células periféricas à insulina, sendo interessante nos pacientes com diabetes tipo 2 (não insulino-dependente). Além disto, o vinho reduz as chances de morte por infarto do miocárdio em pacientes com diabetes tipo 2. Em mulheres, um estudo mostra que o vinho pode reduzir as chances de surgimento de diabetes.

Sangue e anemia: O álcool ajuda o organismo a absorver melhor o ferro ingerido nos alimentos. Além disto, um copo de vinho tinto contém, em média, 0,5mg de ferro.

Ossos: alguns estudos populacionais têm demonstrado que o consumo de pequenas quantidades de vinho é capaz de melhorar a densidade óssea, reduzindo as chances de osteoporose.

Visão: O vinho reduz a degeneração macular, causa comum de cegueira em idosos.

Câncer: A possibilidade de que os antioxidantes presentes no vinho pudessem prevenir alguns tipos de câncer despertou o interesse de muitos pesquisadores em todo o mundo. Alguns estudos populacionais mostram uma redução da mortalidade por doença coronária e por câncer em bebedores comedidos de vinho. Por exemplo, homens que consomem vinho sensata e regularmente têm menor chance de desenvolver Linfoma não-Hodgkin.

Como foi dito repetidas vezes, o consumo moderado parece ser o caminho para a felicidade. Muito ainda precisa ser entendido sobre os reais efeitos, benéficos e maléficos, do vinho sobre a saúde antes de torná-lo a panacéia universal para as moléstias do mundo moderno. Entretanto, em pouquíssimas situações, um remédio pôde ser tão infinitamente agradável e prazeroso.

Fonte: News Med